Depois da Mesa Astrológica, senti necessidade de fazer algo simples, e quis testar vidrotil sobre vidro. Em maio de 2011 fiz Um Vaso com Coração
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
MOSAICO - MESA ASTROLÓGICA
Bem, definitivamente quero transformar este blog em um lugar onde tudo que brota de minhas aquarianas "janelas" de casa 12 possam se expressar por aqui. Então, pretendo colocar também meus mosaicos, que são prosa e poema em forma de tecelas. Vamos ao primeiro:
Meu primeiro mosaico, realizado em 2010, auto-didata, com a coragem da ignorância. Usei pastilhas de vidro diversas, metalizadas, azuejo, pastilhas de madrepérolas. Diâmetro: 1 metro e 20cm.
Meu primeiro mosaico, realizado em 2010, auto-didata, com a coragem da ignorância. Usei pastilhas de vidro diversas, metalizadas, azuejo, pastilhas de madrepérolas. Diâmetro: 1 metro e 20cm.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
O Casamento

O dia
amanheceu dentro de mim como uma certeza de possibilidades infinitas: Nascemos
para ousar! Há dentro de mim um entusiasmo líquido que me flui por artérias e
veias e que rodopia em espirais dentro de minhas células. Há essa Fonte que
jorra uma abundância de Espírito e que fica mantrando : Cole em Mim e vá! Há
essa Voz que segue desempacotando presentes inestimáveis. Mais uma vez o corpo
físico recoberto apenas pela camisola de renda branca sobre o corpo nu. Retirando
de cima do veículo todo e qualquer adereço/máscara, quero ser para Mim meu maior presente. Quero compatibilizar
o olhar do corpo com a Substância Lúcida da qual fui/sou plasmada. Eu Sou o
Caminho, a Cura, a Cor e a Qualidade do meu Sonho Vivo! Agora não há paredes,
distância entre Este Pulsar e a imagem corporal que ele emite. “Cole em Mim e
vá!”
Sonhei que
estava em um campo, em uma região alta, nas montanhas, e que do Céu desciam seres pendurados em capuchinhos de
flores emborcados para baixo, à moda de paraquedas. Havia como que triângulos de asas-delta nestes
capuchinhos onde eles se seguravam. Centenas,
milhares deles desciam espiralando, espiralando.... Eles vinham, brotavam do Céu
Infinito. Cavalos brancos, livres e intocados atravessavam correndo um rio de
águas cristalinas com suas crinas voando junto com a explosão das águas! Havia
um galpão onde se dava um casamento. De todos os cantos tinham vindo convidados
para a celebração. Ali havia representantes de todas as raças e egrégoras, “gente”
proveniente de muitos sistemas, seres fisicamente muito diferentes, mas que me
pareciam completamente aguardados e familiares. Eles traziam consigo os
presentes dos Reis Magos. Algo em Mim casava-se naquela cerimônia. A efetivação
das bodas seguiu seu curso, a respiração profundamente sincronizada, as bênçãos derramadas
trazendo todo o sistema para um ponto de afinação mais alto. Silêncio.
‘Acordei’,
saí da cama acompanhada, repleta dessa desconcertante simplicidade, secreta consumação
irradiante que sussurra: “Não existe limite! Cole em Mim e vá!“ Em toda parte,
testemunhas e mensageiros e a inesgotável troca de informações. O Conhecimento Em Rede ora se setoriza, ora
mergulha profundo no vasto Mar. Há um convite e há uma escolha. Vitor já passou
o café. Lá de cima ele diz: ‘Bom dia Maria’. Eu digo, ‘Bom Dia!’
Maria Helena
11 de Fevereiro de 2012
Maria Helena
11 de Fevereiro de 2012
sábado, 31 de dezembro de 2011
Um planeta chamado Antártica
Então, Antártica, aqui estamos nós, prontos para sentí-la, ousar tocá-la em íntimos recessos, para além de suas alvas vestes. Há em nós uma alegria, um sentimento de ter recebido o presente perfeito, um pouco, talvez, como quando ainda criança, ter ganhado de Papai Noel aquele órgão branco! Sim, é uma boa imagem, pois há música no silêncio da Antártica, sons que causam em nós impactos profundos!
Atravessando a Passagem de Drake, no início da noite fiz a subida solitária ao convés molhado e escorregadio do navio, a mão fortemente fixa ao corrimão, as ondas imensas quebrando-se contra o barco, o negro mar desafiador, vastidão inquieta sem fundo... Tinha que estar ali sozinha diante daquela voracidade, contemplando a faixa estreita que se estende entre o medo e a coragem, para constatar que nada tem realmente tanta importância, e que entre tantas fantasias de morte, é belíssimo o poder que se move naquele tipo de vida. O foco no medo cria em torno de si a doença, mas o olhar desapegado sente apenas o intenso fluxo de energia, pois que ela se configura de muitas formas. Confiança. Há que se atravessar a noite escura para se chegar ao alvo-mundo, e os pequenos e grandes espíritos naturais do mar, os seres elementais das águas, os condutores das tempestades e guardiães da área representam bem seu papel na recriação do mito. Agradeço a sincronicidade, a conjunção de fatos que ali me trouxe, peço permissão para seguir adiante e acolho a paz em meu coração.
Na prática, houve os que passaram muito mal, vomitaram, não saíram da cama. Havia certa tontura e um estado de confusão/transição. Era preciso mirar bem o lugar onde se queria chegar e num impulso lançar-se em direção ao alvo e segurar-se rapidamente em algo ou alguém, antes que se esborrachasse no chão, enquanto o navio subia e descia no intenso movimento das ondas. Na hora das refeições, por vezes era preciso decidir entre colocar o alimento na boca ou segurar pratos, copos e talheres que escorregavam de um lado para o outro sobre a mesa. Mas eventualmente o mar acalmou-se, as águas pouco a pouco serenaram e o Espírito moveu-se com domínio e graça, confortável em sua própria casa!
Aberta a
escotilha de minha cabine para a imensidão, e por ela desfilavam as esfinges “esculpidas”
nas rochas que do alto das montanhas guardam o território santo. Há muito mais para se ver por entre as montanhas da Antártica! O mar, cada
vez mais coalhado de gelos branco-azulados de todas as formas e tamanhos. O
Eterno se manifestando nos ciclos do gelo e em seus peculiares tons de
silêncio. As focas, emitindo seus chamados intensos, profundos, vozes cujos timbres
e entonação convocam atenção e reverência. As orcas, mergulhando à direita do
navio. Os pingüins, com sua delicada beleza amorosa, demonstrando toda sua
tenacidade, carregando em seu bico, uma a uma, as pedras usadas na construção
dos ninhos. Há uma perplexidade, uma descontrução na rede de significados que armazenávamos, e novos canais são abertos por onde, sem qualquer possibilidade de comparação ou julgamento, silenciosamente passávamos a receber informação através desses novos sentidos. As águas transparentes com suas belíssimas água-vivas e seus cardumes de krill. E por sobre tudo, preservando o campo, sustentando o tom-cristal do lugar, Grandes Devas expandem suas ofuscantes auras branco-azuladas.
O barco
Zodíaco desliza por entre os icebergs. Silêncio. Nada me perturba, não há
dúvidas. Há a subida da montanha e o som amassado das botas afundando na neve
fofa/quebradiça. Num dia faz sol e no outro neva. Não há dúvidas, somente mais montanhas
brancas e os gelos flutuantes azuis, e os grandes pássaros atravessando o céu,
por sobre o mar onde eventualmente mergulham ou pousam, na imensa liberdade do
extremo frio. O ar é fino e penetrante. Não há divisão, não há dúvidas. Há como
que um Eu Sou em ação, de onde os pensamentos aturdidos, impotentes, despencaram.
A paz guia meus passos, ilumina meu coração e conduz-me direta e
inevitavelmente ao topo da montanha de mim mesma. Não há dúvidas. Em tudo, 360
graus, em toda parte e partícula, a atmosfera exala Consciência, Presença. Nada
é pessoal ou impessoal, não se pergunta ou se explica, se dentro ou fora... Somente
o Ser prevalece na ampla branquidão. Na coesa paz desta cristalina simplicidade,
meus perplexos olhos calados, recuam para um patamar mais interno e mais alto e
fixam-se no incomensurável olhar cósmico, oceânico, branco-azulado de Deus. Eu
Sou a paisagem e cada ser destes mundos... Eu Sou a energia de que é feito cada
fio da tessitura da estrutura do Cenário... A indivisa alegria é um fogo
exuberante na gruta de meu recém-unificado coração.
Parte minha
definitivamente ficou na Antártica e parte da Antártica hoje faz parte de mim.
Maria Helena
Novembro de 2011
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Caixa de Criação
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Banquinho de Meditação
Ainda muito neófita, este é meu quarto projeto em mosaico. Já que preciso reunir toda a paciência do mundo para conseguir lidar com minha inexperiência, nada como trabalhar, em silêncio, um Banquinho de Meditação. Aí está:
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